O
uso regular de preservativos garantiria prazer sem nenhum tipo
de transtorno. Mas nem todas as pessoas cumprem a lição de casa. Segundo
os especialistas, de 10% a 15% das mulheres que têm vida sexual ativa
podem estar com alguma doença transmitida durante suas relações.
E,
90% dos casos, os primeiros sintomas passam despercebidos. A ginecologista
Lucila Pires Evangelista, do Hospital Albert Einsten, em São Paulo, dá
um panorama das conseqüências dessas doenças sexualmente transmissíveis
(DST) - desde um inocente corrimento até o esterilidade ou a morte.
Detectado
o problema, ele vira assunto do casal. Isso porque não adianta só a
mulher se tratar, pois o homem continuará transmitindo o mal para a sua
companheira. Às vezes o agente causador demora meses, anos para se
manifestar. Portanto, uma pessoa tem apenas um parceiro pode transmitir a
ele o que adquiriu, tempos atrás, em outra relação.
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Doença
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Causador
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Como se
manifesta
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Transmissão
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Complicações
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Cancro mole
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a bactéria Hemophilus
ducreyi
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são pequenas feriadas de
forma arredondada que aparecem na genitália
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sexual
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gânglios ou ínguas na
virilha que podem conter pus e romper-se espontaneamente
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Candidíase
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o fungo Cândida albicans
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sob a forma de corrimento
branco, com aspecto parecido com o da nata do leite, que provoca
coceira e ardor. A vulva e a vagina ficam avermelhadas e
inchadas.
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sexual
Mas a baixa resistência do organismo
pode facilitar a proliferação.
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feridas no colo do útero.
Os médicos as chamam de ectrópios.
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Clamídia
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a bactéria Chlamydia
trachomatis
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essa bactéria age
silenciosamente - quase não provoca sintomas. Mas pode aparecer um
corrimento aquoso acompanhado de ardor.
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sexual
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inflamação dos órgãos
de pelve - útero, ovário, tubas, bexiga e parte do intestino
grosso -, infertilidade e gravidez tubária
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Gonorréia
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a bactéria Neisseria
gonorrhoeae
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pode ocorrer um corrimento
amarelado com pus, ardor na hora de fazer xixi e dor na região
pélvica
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sexual
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inflamação dos órgãos
da pelve, infertilidade e gravidez tubária. Cerca de 20% das
mulheres que têm gonorréia desenvolvem algum tipo de doença nas
trompas.
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Hepatite B
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Hepatitis B Vírus
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a pessoa perde o apetite,
tem febre vômito. Pode ficar com a pele amarelada, muito indisposta
e sentir dores na região do abdome.
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sexual, vertical - da mãe
para o feto - transfusão de sangue e contato com sangue e
secreções contaminadas
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hepatite crônica,
cirrose, câncer de fígado e insuficiência hepática.
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HPV
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o Papilomavirus humano
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verruga genital, coceira,
correimento e ardor
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sexual
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profileração das
verrugas na vagina, na regial anal ou no períneo, cânce de colo de
útero.
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Herpes genital
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Herpes virus hominis
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pequenas bolhas agrupadas
na região genital, muito doloridas. Elas estouram e cicatrizam
sozinhas
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sexual e vertical - da
mãe para o filho
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aborto, parto prematuro,
infecção do útero. O sistema nervoso do bebê pode ser atingido.
A herpes não tem cura é uma infecção recorrente. O tratamento, feito à base de antivirais, diminui a reincidência. |
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Molusco contagioso
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Poxvirus
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bolhas na região da
vagina
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sexual, mas também por
toalhas e roupas íntimas
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não há
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Pediculose do
púbis
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o inseto Phthirus pubis,
popularmente conhecido com chato
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coceira na região pubiana
coberta de pêlos
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relações sexuais,
contato com lençol, toalha, roupas íntimas e vasos sanitários
contaminados
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atinge os pêlos do baixo
abdome, do ânus e das coxas
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Sifilis
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a bactéria Treponema
pallidum
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primeiro aparecem bolhas
de casco duro, que não provocam dor, na região genital. em seguida
surgem manchas rosadas, principalmente na palma das mãos e plantas
dos pés
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por relação sexual, vertical
- da mãe para o feto - e por transfusão de sangue
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a doença atinge o sistema
nervoso central e o coração, podendo levar à morte. Há o risco
também de causar aborto, parto prematuro ou malformação do bebê,
caso a gestante tenha a bactéria
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Tricomoníase
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o protozoário Trichomonas
vaginallis
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corrimento amarelado com
bolhas de água opacas, acompanhado de odor, forte, coceira, ardor e
dor
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sexual
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irritação da vagina e
ferida no colo do útero. Inflamação da região pélvica e
esterilidade.
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Vaginose
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a bactéria Gardnerella
vaginallis
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corrimento espesso com
cheiro forte, que aparece principalmente depois da relação sexual,
e ardor vaginal
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sexual
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ferida no colo do útero e
inflamação dor órgãos de pelve, inclusive das trompas. Pode
levar a infertilidade ou provocar gravidez tubária
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A
mulher deve fazer uma consulta ao ginecologista pelo menos um vez por ano
para realizar os exames de rotina - clínico e papanicolau. Os demais só
são pedidos quando há suspeita de algumas contaminação.
Exames:
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Ginecológico clínico
Por
meio de uma aparelho em forma de bico-de-pato, chamado especulo, as
paredes da vagina são dilatadas. Assim o colo do útero e as secreções
vaginais pode ser observadas. Também compreende o exame de toque, para
analisar o tamanho do útero, dos ovários e das trompas.
-
Papanicolau
O
especialista retira com um especulo a secreção da vagina e do colo do
útero para análise das células em laboratório.
-
Colposcopia
Por
meio de uma aparelho chamado colposcópio, que tem lente de aumento e
filtro de luz, é possível detectar lesões no colo do útero e na
vagina. Também é feito o teste de Schiller - uma mistura de iodo é
passado no colo do útero para observas as células.
-
Vulvoscopia
A
vagina é analisada com o colposcópio. É realizado também o teste de
Collins - aplica-se corante na região para identificar lugares suspeitos
de contaminação.
-
Cultura da secreção vaginal
O
especialista colhe a secreção da vagina e manda para o
laboratório.
-
Sorologia
As
doenças provocadas por vírus, como sífilis, a herpes genital e a
hepatite B, são diagnosticadas com exame de sangue.
-
Captação híbrida ou hibridização "in
situ"
Exame
de biologia molecular que detecta o vírus pela identificação de seu
DNA. Utilizado para identificar HPV e herpes.
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