segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AS DOENÇAS DO SEXO


O uso regular de preservativos garantiria   prazer sem nenhum tipo de transtorno. Mas nem todas as pessoas cumprem a lição de casa. Segundo os especialistas, de 10% a 15% das mulheres que têm vida sexual ativa podem estar com alguma doença transmitida durante suas relações. 
E, 90% dos casos, os primeiros sintomas passam despercebidos. A ginecologista Lucila Pires Evangelista, do Hospital Albert Einsten, em São Paulo, dá um panorama das conseqüências dessas doenças sexualmente transmissíveis (DST) - desde um inocente corrimento até o esterilidade ou a morte. 
Detectado o problema, ele vira assunto do casal. Isso porque não adianta só a mulher se tratar, pois o homem continuará transmitindo o mal para a sua companheira. Às vezes o agente causador demora meses, anos para se manifestar. Portanto, uma pessoa tem apenas um parceiro pode transmitir a ele o que adquiriu, tempos atrás, em outra relação. 

Doença
Causador
Como se manifesta
Transmissão
Complicações
Cancro mole 
a bactéria Hemophilus ducreyi
são pequenas feriadas de forma arredondada que aparecem na genitália
sexual
gânglios ou ínguas na virilha que podem conter pus e romper-se espontaneamente
Candidíase
o fungo Cândida albicans
sob a forma de corrimento branco, com aspecto parecido com o da nata do leite, que provoca coceira e ardor. A vulva e a vagina ficam avermelhadas e inchadas. 
sexual
Mas a baixa resistência do organismo pode facilitar a proliferação. 
feridas no colo do útero. Os médicos as chamam de ectrópios.
Clamídia
a bactéria Chlamydia trachomatis
essa bactéria age silenciosamente - quase não provoca sintomas. Mas pode aparecer um corrimento aquoso acompanhado de ardor.
sexual
inflamação dos órgãos de pelve - útero, ovário, tubas, bexiga e parte do intestino grosso -, infertilidade e gravidez tubária
Gonorréia
a bactéria Neisseria gonorrhoeae
pode ocorrer um corrimento amarelado com pus, ardor na hora de fazer xixi e dor na região pélvica
sexual
inflamação dos órgãos da pelve, infertilidade e gravidez tubária. Cerca de 20% das mulheres que têm gonorréia desenvolvem algum tipo de doença nas trompas. 
Hepatite B
Hepatitis B Vírus 
a pessoa perde o apetite, tem febre vômito. Pode ficar com a pele amarelada, muito indisposta e sentir dores na região do abdome.
sexual, vertical - da mãe para o feto - transfusão de sangue e contato com sangue e secreções contaminadas
hepatite crônica, cirrose, câncer de fígado e insuficiência hepática. 
HPV
o Papilomavirus humano
verruga genital, coceira, correimento e ardor
sexual
profileração das verrugas na vagina, na regial anal ou no períneo, cânce de colo de útero. 
Herpes genital
Herpes virus hominis
pequenas bolhas agrupadas na região genital, muito doloridas. Elas estouram e cicatrizam sozinhas
sexual e vertical - da mãe para o filho
aborto, parto prematuro, infecção do útero. O sistema nervoso do bebê pode ser atingido.
A herpes não tem cura é uma infecção recorrente. O tratamento, feito à base de antivirais, diminui a reincidência. 
Molusco contagioso
Poxvirus
bolhas na região da vagina
sexual, mas também por toalhas e roupas íntimas
não há 
Pediculose do púbis 
o inseto Phthirus pubis, popularmente conhecido com chato
coceira na região pubiana coberta de pêlos
relações sexuais, contato com lençol, toalha, roupas íntimas e vasos sanitários contaminados
atinge os pêlos do baixo abdome, do ânus e das coxas
Sifilis
a bactéria Treponema pallidum 
primeiro aparecem bolhas de casco duro, que não provocam dor, na região genital. em seguida surgem manchas rosadas, principalmente na palma das mãos e plantas dos pés
por relação sexual, vertical - da mãe para o feto - e por transfusão de sangue
a doença atinge o sistema nervoso central e o coração, podendo levar à morte. Há o risco também de causar aborto, parto prematuro ou malformação do bebê, caso a gestante tenha a bactéria
Tricomoníase
o protozoário Trichomonas vaginallis
corrimento amarelado com bolhas de água opacas, acompanhado de odor, forte, coceira, ardor e dor
sexual
irritação da vagina e ferida no colo do útero. Inflamação da região pélvica e esterilidade. 
Vaginose
a bactéria Gardnerella vaginallis
corrimento espesso com cheiro forte, que aparece principalmente depois da relação sexual, e ardor vaginal 
sexual
ferida no colo do útero e inflamação dor órgãos de pelve, inclusive das trompas. Pode levar a infertilidade ou provocar gravidez tubária

A mulher deve fazer uma consulta ao ginecologista pelo menos um vez por ano para realizar os exames de rotina - clínico e papanicolau. Os demais só são pedidos quando há suspeita de algumas contaminação.

Exames
- Ginecológico clínico
Por meio de uma aparelho em forma de bico-de-pato, chamado especulo, as paredes da vagina são dilatadas. Assim o colo do útero e as secreções vaginais pode ser observadas. Também compreende o exame de toque, para analisar o tamanho do útero, dos ovários e das trompas. 

- Papanicolau
O especialista retira com um especulo a secreção da vagina e do colo do útero para análise das células em laboratório.

- Colposcopia
Por meio de uma aparelho chamado colposcópio, que tem lente de aumento e filtro de luz, é possível detectar lesões no colo do útero e na vagina. Também é feito o teste de Schiller - uma mistura de iodo é passado no colo do útero para observas as células. 

- Vulvoscopia
A vagina é analisada com o colposcópio. É realizado também o teste de Collins - aplica-se corante na região para identificar lugares suspeitos de contaminação. 

- Cultura da secreção vaginal 
O especialista colhe a secreção da vagina e manda para o laboratório. 

- Sorologia
As doenças provocadas por vírus, como sífilis, a herpes genital e a hepatite B, são diagnosticadas com exame de sangue. 

- Captação híbrida ou hibridização "in situ"
Exame de biologia molecular que detecta o vírus pela identificação de seu DNA. Utilizado para identificar HPV e herpes. 

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